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Painel Tecnologias disruptivas para o governo eletrônico e cidadania digital

Com o tema Novas Tecnologias, Internet Comunitária, Infraestrutura Crítica e Cibersegurança, a Expotec 2021 promoveu na última semana, durante três dias de evento, reflexões sobre a transformação digital que vem ocorrendo no Brasil, tendo como ponto central nos debates a rede de conexão global. O Serpro foi um dos convidados do evento online e apresentou o painel “Tecnologias disruptivas para governo eletrônico e segurança digital”.

O painel foi apresentado pelo superintendente de Soluções Analíticas e Inteligência Artificial do Serpro, Giordanni Paiva, com a participação do presidente do TCE de Pernambuco, Fernando Catão, do secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do TCU, Wesley Vaz, e da secretária-adjunta de Governo Digital do Ministério da Economia, Luanna Rocaratti.
Inteligência artificial no serviço público.

De acordo com o superintendente do Serpro, Giordanni Paiva, o Governo Federal vem adotando diversas iniciativas com inteligência artificial para oferecer serviços cada vez mais eficientes para o cidadão, como, por exemplo, a biometria facial para certificação digital, bots para atendimento, além de recomendação de serviços baseada em algoritmos. “Essas tecnologias estão melhorando significativamente a vida dos brasileiros. A visão computacional e a biometria, por exemplo, reduzem a necessidade dos balcões físicos, diminuindo a burocracia e os custos. Permitem, ainda, ampliar o acesso aos serviços públicos, reduzir a incidência de fraude e melhorar a experiência do usuário. São tecnologias que estão sendo bastante utilizadas pelo governo digital e com espaço para ampliar ainda mais o uso”, ressaltou.

Giordanni destacou, ainda, como a tecnologia pode impulsionar o governo digital e o que é preciso para que o seu uso ganhe maior força. “Muitas iniciativas já foram realizadas, mas, precisamos de investimento continuado em conhecimento e cultura no uso dos dados. Conhecimento não só para gerar soluções de inteligência artificial e oferta, mas conhecimento, também, para gerar a demanda. Precisamos ter gestores públicos e administradores que sejam capazes de enxergar as oportunidades e entender a inteligência artificial como investimento que traz retorno e não apenas como custo. É necessário refinar os dados públicos, temos dados com qualidade e disponibilidade. Também democratizar o acesso ao algoritmo e à técnica de inteligência artificial, seja com ferramentas ou reuso de aplicações e, assim, experimentar e gerar ideias que fomentem inteligência artificial”, enfatizou.

Reconhecimento internacional

A secretária-adjunta de Governo Digital, Luanna Rocaratti, apresentou alguns rankings internacionais que evidenciam o avanço da transformação digital no país. De acordo com Luanna, desde que a Secretaria de Governo Digital foi criada, em 2019, e o país assumiu a tarefa de se transformar digitalmente, o Brasil, além de simplificar e dinamizar o acesso dos serviços públicos ao cidadão, vem ganhando reconhecimento internacional sobre o tema.
“O índice de governo digital da OCDE, que foi publicado em 2020, mas que se refere a 2019, aponta que o Brasil ficou na 16ª posição nas dimensões consideradas, orientado por dados, aberto por padrão, digital por design, proatividade, e governo como plataforma. Na dimensão ‘orientado para usuários’, o Brasil ficou na 13ª  posição entre os países que fazem parte da organização. Outro ranking que vale apresentar é o de venda eletrônica da ONU. O país vem melhorando posições neste ranking bianual e, no ano passado, o Brasil entrou para o rol dos 20 primeiros governos na oferta de serviços digitais. Pretendemos continuar melhorando essas posições cada vez mais”, afirmou Luanna.

 

A secretária-adjunta apresentou, ainda, o ranking recente do Banco Mundial, que destaca a posição do Brasil no índice de maturidade de governo digital. “Pela primeira vez, o Brasil figura entre os 10 primeiros, ficando na 7º posição como o governo mais maduro em termos digitais. O mais surpreendente é que o Brasil ficou em 1º lugar quando considerados os países americanos e, também, em 1º  lugar quando considerados países com mais de 100 milhões de habitantes. Então, todo o esforço que o país tem feito até aqui vem sendo reconhecido não só pelas pessoas do Brasil, mas também internacionalmente por vários organismos internacionais”, pontuou.
Novas tecnologias, novos profissionais.

 

Para o secretário do TCU, Wesley Vaz, não importa o quão disruptiva e vital seja a tecnologia, se o cidadão e o profissional não tiver preparo ou aculturamento para lidar com a inovação. “É necessário o aprendizado e internalização por parte do cidadão em lidar com a tecnologia para que a transformação digital aconteça. As iniciativas que realmente modificam o serviço e a relação com o cidadão, ou mesmo a estrutura interna que presta esse serviço, um órgão público ou um ministério qualquer que seja, é, antes de mais nada, uma modificação dos profissionais que trabalham nela a partir da disponibilidade da tecnologia barata. Por mais que avancemos com o desenvolvimento de tecnologia, se não houver uma preocupação do envolvimento do profissional para lidar com ela, ou mesmo da inserção do próprio cidadão no mundo digital, não há uma transformação dita consistente ou que possa vir a ser algo sustentável no médio e no longo prazo. Então, não há que se falar de transformação digital somente pelo investimento em tecnologia ou competências tecnológicas. É, em essência, uma transformação humana sobre a percepção do uso dessa tecnologia para resolver os problemas existentes ou que venham a existir”, avaliou.

 

Wesley Vaz citou o exemplo da pandemia de Covid-19 e a urgência que ela impôs à sociedade como fundamental para lidar com as tecnologias já existentes e o desenvolvimento de novas. “Essa urgência impôs a todos nós, mundo, humanidade, um conjunto de resultados que, realmente, elevou os níveis. Com menos de um ano, já tínhamos vacinas eficazes para combater a pandemia. Isso nos mostra que, quando se tem um problema urgente e grave que une conhecimento, tecnologias corretas e investimentos, a solução vem rapidamente. E, nas nossas organizações públicas, muitas vezes, faltam uma ou mais variáveis como essa. Pode existir tecnologia, mas, se não houver conhecimento internalizado, essa tecnologia pode não dar o resultado esperado. Pode haver tecnologia e conhecimento, mas, se não houver um terço de urgência para resolver aquele problema, aquilo vai continuar a experimentar e não vai ser uma solução de fato estabelecida”, concluiu.

Fonte: SERPRO

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