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Painel Defesa Cibernética x Combate à crimes comuns na Internet

Quando o assunto é a proteção contra golpes e crimes na internet, o consenso entre especialistas é que a principal maneira de se proteger no ambiente virtual é buscando conhecimento. E foi sobre isso que o delegado Alessandro Barreto, o conselheiro do CGI.br Rosauro Baretta e o Prof. Dr. Arnaldo Sobrinho discutiram durante o Painel Defesa Cibernética x Combate à crimes comuns na Internet realizado na Sala Tambaú, na Expotec 2021. A vulnerabilidade da população durante o isolamento social, momento no qual os serviços online foram extremamente necessários e o crimes cibernéticos se aperfeiçoaram.

"Não é necessário ser especialista, mas ser desconfiado: pesquisar informações a cerca do produto que está buscando, ler a política de privacidade antes de concordar e buscar avaliações de usuários anteriores", alerta o delegado Alessandro Barreto.

A legislação brasileira abrange por exemplo o Marco civil da internet, a Lei Carolina Dieckmann e a Lei de intersecção telefônica, porém existe a necessidade de um avanço no arcabouço legal.

"No geral a nossa legislação vem sendo aprimorada, considerando a internet comercial surgindo no Brasil em 1994, as janelas vem sendo fechadas, mas existe uma lacuna na aplicação da lei que o Brasil precisa fechar, são as condutas transnacionais, que possibilitam que um usuário da Tailândia, faça uma vítima em João Pessoa, por exemplo", aponta Arnaldo Sobrinho, Tenente Coronel da PMPB e Coordenador do time de segurança cibernética.

Com o avanço do 5G no Brasil nos próximos meses a parte preventiva é muito mais importante do que o combate, pois grande parte dos crimes cibernéticos são causados devido a falta de conhecimento.

"Tecnologia da informação não é custo, é investimento, quanto mais se investe mais você vai mitigar o custo. Investir também para além da tecnologia, no conhecimento das pessoas", aconselha o delegado Alessandro Barreto.

 

 

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