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Painel Mulheres e Tecnologia: desafios e oportunidades na academia e no mercado de trabalho

A presença de mulheres no mercado de trabalho e cursos na área de tecnologia ainda é pequena, mas isso não se deve à falta de capacidade delas. A começar pelo fato do primeiro algoritmo da história ter sido criado por uma mulher: a condessa Augusta Ada King. Apesar da vanguarda, nas empresas de tecnologia do Vale do Silício, por exemplo, apenas 11% delas estão em cargos executivos. O assunto foi tema do Painel Mulheres e Tecnologia realizado na 7ª Expotec com a participação de Tanara Launcher (conselheira do Comitê Gestor da Internet - CGI.br), Renata Viegas (coordenadora do Projeto It Girls) e Isaura Isaura Rennaly Lima (Product Manager na empresa Dock).

O objetivo foi discutir o cenário do mercado de trabalho e a inserção de mulheres nos cursos de tecnologia para as mulheres, suas oportunidades e desafios. Os cursos de tecnologia cresceram quase 600% nos últimos dois anos aqui no Brasil. Mas o número de alunas matriculadas segue o caminho inverso, caiu de 34,89% para 15,53%. O principal problema para ingressar as mulheres na TI é uma questão cultural. Ainda é ensinado que tecnologia, matemática, programação não são áreas de estudo para as mulheres.

A moderadora do painel, Tanara Lauscher, que além de conselheira do CGI.br também, integra a Sociedade Brasileira de Computação, ressaltou que se a inserção no mercado de trabalho não é fácil para qualquer área, essas dificuldades são ainda maiores para as mulheres. “É irreal você dizer que existe 50% de mulheres nas empresas, mas a grande questão é olhar para sua equipe e perceber que as empresas precisam de mais diversidade”, destacou. Ela ainda chamou a atenção para que essa integração aconteça de forma genuína e não apenas para maquiar uma real preocupação com a questão da equidade de gênero. 

Isaura pontuou que, embora, atualmente muitas empresas tenham despertado para a importância da presença de mulheres em seus quadros, em algumas áreas como engenharia, a desigualdade começa bem antes do mercado de trabalho, ainda nas faculdades. Segundo ela, por mais que hoje existam incentivos para que as empresas adotem políticas de diversidade de gênero, há a dificuldade de encontrar mulheres para essas vagas. O não ter é que para mim é o grande problema e porque é que não tem? Então, o problema está no antes. E aí a gente tem que tentar enxergar e combater isso antes para que possamos ter uma diversidade maior”, completou. 

 

Texto: Cassiana Ferreira - jornalista e assessora de imprensa | Expotec 2021

Colaboração: Thaina Carvalho (estagiária)

 

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